METAMORPHOSES

Project Description

Metamorphoses
… homage à M. C. Escher
para orquestra de câmara: *2*2*2*2-2200-timp.+1perc.-cordas (min. 6.5.4.4.2 | max. 12.10.8.6.4)

  • data de composição: 2009/rev. 2010
  • duração: ca. 11 min.
  • info pormenorizada sobre instrumentação:
    2fl. (2+picc.)/ 2ob. (2+eng.-horn)/ 2cl. (2+bass-cl.)/ 2fg. (2+contra-fg.)/ 2trpa./ 2trpt./ timp./ perc.(1): 3 pratos susp. [large/medium/small]; sizzle cymbal; 2 triângulos [small/big]; pandeireta [grande]; bongó muito agudo; wind chimes [mark-tree]; glockenspiel; vibrafone/ cordas (min.: 6 vl.I / 5 vl.II /
    4 vla. / 4 vlc. / 2 cb. | max.: 12 vl.I / 10 vl.II / 8 vla. / 6 vlc. / 4 cb.)
  • estreia: 24/Julho/2009 | Auditório Municipal da Póvoa de Varzim | Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim/ dir. Pedro Amaral
  • Obra vencedora do 2º Prémio no 4º Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (2009), organizado pelo Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (Portugal).

O universo gráfico de Maurits Cornelius Escher (1898–1972, mais conhecido como M. C. Escher) sempre exerceu em mim um enorme e duradouro fascínio pela forma como concilia a imaginação fantástica com um rigor técnico quase matemático. Em particular, as suas célebres sequências Metamorphosis I, II e III apresentam um mundo onde a clareza do discurso visual emerge de um perfeccionismo intrínseco absoluto, resultando num continuum plástico onde formas distintas (e algumas até aparentemente inconciliáveis) se fundem e transformam sem ruturas.

Nesta minha homenagem orquestral ao grande gravurista neerlandês, o conceito de «metamorfose» é transposto para o domínio da música através da técnica da variação contínua. A obra estrutura-se numa sucessão de secções interligadas – diferentes “mundos” de Escher – que partilham uma ideia germinal comum. Motivos melódicos, células rítmicas e campos harmónicos recorrentes funcionam como os polígonos de Escher: elementos que, ao serem manipulados, dão origem a novas figuras sem nunca perderem a sua matriz genética original.

Invocando o aforismo ma fin est mon commencement, e tal como Escher retorna à imagem inicial após as inúmeras “metamorfoses”, também a minha composição propõe uma viagem linear e orgânica que torna ao ponto de partida. Aqui, o processo de variação não é um fim em si mesmo, mas o motor para uma experiência sensorial que procura refletir a fluidez das gravuras do neerlandês. O objetivo último é a comunicação com o ouvinte, convidando-o a percorrer uma arquitetura de sons tão intrigante e cativante quanto as impossíveis geometrias de Escher.

Maio/2009
(rev. Junho/2026)


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multimédia:
[brevemente]

 

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