QUINTETO

Project Description

Quinteto
para quinteto de sopros. fl.[+picc.]/ob.[+c.-ing.]/clar.[sib+lá]/fag./trpa.

  • data de composição: 1997-98/rev.2000/new rev.2003/corr.2016
  • duração: ca. 11:30 min. (2’+4’30”+2’+3’)
  • andamentos:
    I – Preludio
    II – Lamento
    III – Humoresque (intermezzo)
    IV – Finale
  • pré-estreia (parcial – apenas PreludioLamento): 14/07/2004 | Fundação Oriente, Lisboa |
    Quinteto Artziz [Iwona Saiote (fl.)/ Pedro Ribeiro (ob.)/ António Saiote (cl.)/ Abel Pereira (trpa.)/ Hugues Kestman (fag.)]
  • estreia oficial (versão completa): 16/02/2008 | Instituto Franco-Português, Lisboa (Portugal) |
    Quinteto Diaphonia Quintet [Natália Monteiro (fl.)/ David Costa (ob.)/ Iva Barbosa (cl.)/ Thomas Gomes (trpa.)/ Ricardo Paraíso (fag.)]
  • estreia internacional: 10/06/2012 | Igrexia Parroquial de Mantuas, concello de Silleda, Galiza (Espanha) | Quinteto Pentafonía [David Martínez Lombardía (fl.)/ J. Manuel Abal Rosales (ob.)/ Martín Baleirón Frieiro (cl.)/ Samuel Pérez Llobell (trpa.)/ Alejandro Valcárcel Moura (fag.)]

O Quinteto para instrumentos de sopro (flauta/oboé/clarinete/fagote/trompa), uma obra de 1997-98 [revisões em 2000 e 2003, correcções em 2016], deriva de um quarteto de clarinetes escrito em 1992-93 enquanto ainda estudante no Conservatório de Música do Porto. O material temático (melódico e harmónico) utilizado nos primeiro, segundo e quarto andamentos é basicamente o mesmo dessa versão mais antiga, embora intensamente desenvolvido. O terceiro andamento, um intermezzo, apesar de inicialmente pensado também para a instrumentação original com clarinetes, foi apenas concretizado para esta nova versão em quinteto.

O Preludio inicial é em forma de variações, em que dois brevíssimos motivos, um mais rítmico e outro mais melódico (mas ambos limitados a dois compassos), são livre e ininterruptamente variados ao longo do andamento.
O Lamento é um fugatto muito livre, numa ambiência sonora com ecos de Hindemith. A constante sobreposição de quartas e quintas perfeitas, bem como os movimentos paralelos desses mesmos intervalos, sugere ainda, embora muito fugazmente, laivos de sonoridades medievais estilizadas.
O Humoresque é uma forma ternária (ABA’), em que a secção contrastante intermédia é uma valsa satirizada, apresentada pela trompa. A reexposição da secção inicial é feita em forma retrógrada livre, com a ordem de apresentação das notas invertida em relação à exposição, embora este artifício seja principalmente utilizado no acompanhamento.
Por último, o Finale é igualmente uma forma ternária (ABA’), mas com dois temas distintos na primeira secção, ambos bastante vivos e rítmicos (o primeiro no clarinete, e mais sobre o registo agudo, o segundo também no clarinete e no fagote, mas mais sobre o registo grave). A secção intermédia, bastante contrastante, baseia-se no material temático da “valsa” do terceiro andamento, que é igualmente aqui apresentada na trompa, embora desta vez no acompanhamento se evoque o ambiente harmónico do Lamento com movimentos paralelos de 4as perfeitas. A reexposição da secção inicial (A) é significativamente encurtada, quase em jeito de “coda”, e na realidade apenas uma parte do 1.º tema (clarinete/registo agudo) é claramente repetida. O 2.º tema (grave), por seu lado, quando reaparece no fagote vê-se por assim dizer “esmagado” pela sobreposição de quatro outros temas de andamentos anteriores, funcionando esta secção final como um sumário de toda a obra. Conclui este derradeiro andamento um fff com indicação stridente, brutale para todos os instrumentistas, fazendo ouvir os exatos mesmos três acordes com que se havia iniciado.


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