Project Info
Project Description
3 Caprichos sobre temas de Richard Strauss
para oboé solo
- data de composição: 2022
- duração: ca. 9:30 min. (2’30”+5’+2′)
- andamentos:
I – Walzer
II – Romanze
III – Lustig - dedicatória: Para a Joana Soares, extraordinária oboísta, com admiração e amizade.estreia: 20/Novembro/2024 | Castelo Branco, CCCCB [Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco] | Tiago Coimbra (oboé)
Os Três Caprichos sobre temas de Richard Strauss (2022), para oboé solo, resultam de um compromisso que assumi com o 1º Concurso Online InMusic (2021), de escrever uma obra para o/a melhor instrumentista de madeira do concurso. Por feliz coincidência, a vencedora foi a oboísta Joana Soares, uma velha conhecida e minha ex-aluna de orquestra na Universidade de Aveiro. A Joana tem feito um percurso notável, numa carreira em ascensão quer em Portugal como no estrangeiro, e é com carinho que recordo um belo momento de partilha musical no palco, quando ela tocou como solista o Concerto para Oboé de Richard Strauss, dirigido por mim no Concerto de Encerramento dos Festivais de Outono de Aveiro de 2018.
Ao reflectir sobre o que escrever para a Joana, concluí que precisamente Strauss era o elo que nos unia musicalmente, já que para mim é um dos compositores de eleição, e nas mãos da Joana o seu Concerto é uma especialidade que já lhe rendeu vários prémios. Decidida a temática, era tempo de concretizar o projecto. Optei por escrever três breves caprichos para oboé solo, baseados em, e desenvolvendo temas straussianos icónicos para o instrumento. Assim, a inspiração para cada um dos caprichos partiu das seguintes obras de Strauss:
- Walzer (Valsas): tomei como mote o tema, introduzido pelo oboé, de uma das muitas valsas que permeia o 3.º Acto da ópera O Cavaleiro da Rosa (Der Rosenkavalier), um gigantesco pastiche neoclássico da pena de Strauss;
- Romanze (Romance): aqui combinei duas delicadas melodias apresentadas pelo oboé nos poemas sinfónicos Don Quixote e Don Juan, e que colocam ambas em destaque a expressividade do instrumento no seu carácter mais cantabile;
- Lustig (Alegre/Divertido): baseado no último andamento do famoso Concerto que Strauss escreveu para o instrumento, este derradeiro capricho apela a um grande virtuosismo do oboísta, nomeadamente rítmico, explorando relações métricas pouco convencionais através da utilização de compassos ditos irracionais, ou não-diádicos.
Os três caprichos estruturam-se num clássico tríptico rápido–lento–rápido, e exploram a fusão entre a tradição e modernidade. A tradição de Strauss, como criador de alguns dos mais inesquecíveis momentos musicais para o oboé, e a minha própria modernidade, ao repensar essa música através dos olhos de um habitante do séc. XXI. Tudo isto num espírito de diálogo criativo histórico e estético, que espero seja frutuoso e apelativo.
Nota: dadas as similitudes de registo, o autor autoriza a execução desta obra também no saxofone soprano.
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