NONETO

Project Info

Project Description

Noneto
para ensemble: *1.*1.1.1 – 1.0.0.0 –  strings (1.0.1.1.1)

  • data de composção: 2023
  • instrumentação detalhada: flauta (+flautim) / oboé (+corne-inglês) / clarinete (sib+lá) / fagote / trompa / violino / viola / violoncelo / contrabaixo
  • duração: ca. 17:00 min. (2’+4’30”+5’+2’+3’30”)
  • andamentos:
    I – Preludio
    II – Barcarola
    III – Lamento
    IV – Humoresque (intermezzo)
    V – Finale
  • estreia: [inédita]

O Noneto (2023), para ensemble misto (flauta, oboé, clarinete, fagote, trompa, violino, viola, violoncelo e contrabaixo), representa a terceira reencarnação do material musical inicialmente concebido para o Quarteto (1992-93), que escrevi para quatro clarinetes, e posteriormente foi revisto e reformulado no Quinteto (1997-98), para cinco sopros (quinteto clássico: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa). A obra original para clarinetes é construída em três andamentos [Preludio, Lamento e Finale], numa convencional estrutura tripartida rápido-lento-rápido. Estes mantêm-se nas outras versões posteriores, ainda que profundamente remodelados e em alguns casos até com a adição de algum material novo, apesar de as ideias temáticas primitivas se manterem basicamente inalteradas. No entanto, a cada nova vida da obra fui também acrescentando um novo andamento, completamente original e exclusivo, concebendo, nesse processo, estruturas progressivamente mais longas e variadas. Assim, para o Quinteto criei Humoresque, um intermezzo que ocupou o terceiro lugar (entre o Lamento e o Finale) numa nova estrutura quadripartida, enquanto para o presente Noneto foi a Barcarola que ganhou vida, intercalando agora o Preludio e o Lamento iniciais, num desenho formal organizado em cinco andamentos (Preludio, Barcarola, Lamento, Humoresque e Finale). Fui, igualmente, criando laços de inter-relações entre os novos e os antigos andamentos, introduzindo nos novos pequenas citações e referências cruzadas a motivos e temas dos outros já existentes, procurando assim uma orgânica global da obra mais coesa.

O estilo é assumidamente neoclássico e o discurso musical relativamente simples e despretensioso, apesar da linguagem moderna e atonal. Esta é uma obra que me acompanha desde os tempos de jovem estudante no Conservatório de Música do Porto, e apesar de a cada nova versão procurar aprimorar e renovar o trabalho de desenvolvimento do material musical, quis igualmente salvaguardar uma certa pureza original das ideias do compositor adolescente que fui aquando da composição inicial do Quarteto, e que não renego. A cada nova versão, foi igualmente crescendo a diversidade instrumental do grupo, trazendo para a obra maior variedade tímbrica. Também isso foi enriquecendo o discurso musical, tornando-o mais profícuo e apelativo, num trabalho de constante renovação artística que me permitiu revisitar o meu próprio passado com novos olhos e novas perspetivas.


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