CONCERTINO

Project Info

Project Description

Concertino
para septeto de percussão
[instrumentos de altura indefinida]

  • data de composição: 2019
  • duração: ca. 10 min.
  • encomenda: Arte no Tempo
  • dedicatória: «Ao Mário Teixeira, amigo de longa data e companheiro de muitas aventuras musicais!»
  • estreia: 30/Dezembro/2019 | Évora (Portugal), Teatro Garcia de Resende
    • Intérpretes:
      Hugo Machado
      Bernardo Cruz
      Rodrigo Pinho
      Ângelo Durães
      Pedro Pereira
      João Calado
      Madalena Rato
    • Direcção musical:
      Prof. Nuno Aroso

O Concertino para septeto de percussão responde a um desafio lançado pelo percussionista e amigo Mário Teixeira, a quem a obra é dedicada, e resulta de uma encomenda da associação Arte no Tempo para o 2.º Festival Itinerante de Percussão’ 2019, que decorreu em Évora.

Escrever para percussão é lançar-se numa aventura sonora praticamente infinita. Desde os instrumentos de altura definida, aos de altura indefinida, que incluem peles, madeiras, metais, e ainda os mais diversos artefactos do nosso dia-a-dia que também podem ser percutidos (conhecidos como junk percussion), a panóplia de timbres é interminável.

No caso presente, optei por escrever uma peça exclusivamente para instrumentos de altura indefinida, numa procura consciente de sonoridades mais vincadas e, em certa medida, mais acutilantes, quase cubistas. A falta de alturas definidas criou, porém, a necessidade de dar mais importância a outros parâmetros musicais, nomeadamente o ritmo e o timbre. Em termos instrumentais, para além das mais tradicionais percussões de altura indefinida, como tom-toms, timbalas, bongós, triângulos, pratos, etc., decidi utilizar igualmente instrumentos improvisados e menos nobres como frigideiras, saladeiras, tubos de andaimes, amortecedores de carro, entre outros. A intenção ao usar estes objectos do quotidiano que normalmente não são associados com a prática musical, foi criar um mundo sonoro mais rico, e, de um certo ponto de vista, mais urbano.

No campo do ritmo, debrucei-me sobre conceitos nos quais tenho reflectido recentemente, em particular modulações métricas e o uso de compassos ditos irracionais (2/5, 3/12, etc.). Estes meios são, no entanto, sempre utilizados ao serviço de uma narrativa musical que se pretende fluente e comunicativa, procurando extrair o máximo conteúdo dentro das limitações que a formação instrumental impõe (nomeadamente a falta de sons de altura definida).

Finalmente, o título escolhido (Concertino), aponta para a génese concertante da obra, ao mesmo tempo relativamente curta (cerca de 10 min.), mas em que a todos os instrumentistas é dado igual papel de relevo.

Outubro/2019


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